| sabor e caderno gosto de viajar por palavras do que de trem (manoel bem diz...) |
Sexta-feira, Julho 09, 2010...cansei e me mudei!www.saborecaderno.blogspot.com
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Terça-feira, Fevereiro 23, 2010a notícia sobre o nascimento do bebê chegou cedo, assim como ele... nome diferente, mas era dia dia de domingo (ensolarado domingo quando ele nasceu) e isso talvez justifique a lágrima formada no canto do meu olho!o comentário sobre o texto parecer anunciar a chegada de um bebê apareceu inusitado, mas era surpresa (verdade) do novo caminho e isso talvez justifique o coração do tamanho de uma ervilha! a conversa sobre o bebê como possível resolução de tudo era o anuncio da vontade de continuar, mas era segunda-feira (azul de verão) com todas as coisas a serem resolvidas e isso talvez justifique os pensamentos distantes!
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Sexta-feira, Fevereiro 19, 2010É noite úmida, lá adiante da janela e cá dentro do peito. Aguardo o chegar silêncio da madrugada, ao menos no pensamento. Quietude não é calmaria que precipita tempestade.
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Sábado, Outubro 10, 2009Ele (re) apareceu “na colônia penal”, por algum motivo, ainda meio inexplicável. Expliquei por diversas vezes que aquele não era (bem assim) o momento ideal, mas aceitei receber a visita. A visita durou menos que cinco horas, mas veio intercalada por leves cochilos; lembranças da recente viagem à outra querida cidade; a história da “pequena mulher”; a não recepção ao “artista da fome”, os sorrisos guardados após os dias de trabalho intenso; a atenção sobre os números preenchidos pelo homem ao lado no jogo com respostas expiadas sorrateiramente na última página; e, principalmente, os intensos, saudosos e ansiosos pensamentos nas mãos, braços, abraços, pernas e entrelaços do calor guardado por aquele que aguardava a chegada.
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Terça-feira, Julho 07, 2009...por algum motivo, ela amanheceu triste!como é triste? ...
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Quinta-feira, Maio 07, 2009...sinal de fumaça... parece que há volta!acontece e é simples: ganhei novo caderno, na verdade espécie de agenda. a intenção do presenteador (se é que é assim mesmo): ver as histórias escritas! ele desconhece as tantas tentativas mas, ele percebeu... há volta! não poderia durar mais tanto tempo essa distância. ...idéia: comprar novo caderno observar o universo paralelo existente desde os olhos. registros! enquanto isso, permanece sobre a cama ou cadeira ou banco ou bolsas o presente!
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Sábado, Abril 18, 2009...ainda nem era sexta...Passava das quatro horas quando tornou aquela vontade de crescer, alongar, buscar espaço entre a pele e a carne... noite inquieta de sonhos estranhos com visitas inusitadas, pouco esperadas... senta na cama, pensa, esquece algumas partes... vontade de telefonar, é cedo, abre as janelas, no pequeno quadrado onde é possível observar as estrelas que somem aos poucos o céu anuncia a troca do azul profundo pelo suave pingado de luz do sol que ainda nem se apresenta no horizonte, mas ali, naquele pedacinho, demonstra: é breve... forra o tapete, liga o computador, o som percorre o pequeno quarto, troca a camisola de leve algodão pelas peças apropriadas, estende as dobras encolhidas pelo sono, água na boca e a seqüencia inicia, suor percorre costas, rosto e barriga, as pernas se lembram, ressentem os dias adormecidas... força e equilíbrio... alinha... Passava das sete horas, o sol se mostrava forte por entre as nuvens que tentavam se aproximar... caminha, desce a ladeira, atravessa uma rua, espera, atravessa a outra rua, grande é a expectativa pelos que chegarão e pelo que eles dirão... primeiro ônibus possível, caro... curva, mar verde prateado, aparente tranqüilidade, alguns observam, alguns contemplam, alguns seguem apressados, alguns caminham... curva, o dia acontece bem ali no vai e vem dos trabalhadores apressados, preocupados, ansiosos e tranqüilos pelo porvir... menos de quinze minutos passam, desce, abre o portão, observa os que procuram o café quente e amargo, cumprimenta os mais próximos, entra, computador... lê, corrige, ajusta... é hora, começa... ‘não é possível observar e não perceber o que os outros não contaram’... verdade é palavra não dita que provoca transformação, como se gritasse tranqüila uma voz simples e constante... ‘basta três pessoas de cada lugar, não é possível não haver ao menos três para acontecer e com força que eles não esperam’... ‘a magia está feita, aconteceu’... final do dia e tantas são as conversas necessárias, a cabeça rodopia, dói a vontade de repouso... sai, volta à casa, busca o suave, deita, sorrisos e sono inesperado com o clarão da luz e as falas insistentes da tv esquecida por ali... ...ainda nem era sábado Passava das três horas, noite inquieta de fadiga, sono entrecortado pelos gatos que procuram a melhor forma de namorar e pelo telefone a procura da voz costumada a assistir por horas o estrelado do céu. Madrugada de pensamentos a buscar situações, pessoas distantes... o vento é suave e sopra com pausas... vontade de levantar... de pé, tira a camisola de algodão tão fino, veste a roupa apropriada, forra os tapetes e logo tem início: inspira, eleva os braços, exala, desce... mais de uma hora se passa e é possível ouvir o barulho a surgir desde a cozinha, o cheiro de café se espalha em toda a casa... é a hora da atitude do cadáver... descansa... a água tão fria lava e retira o trabalho realizado pelo corpo, a sensação é de alívio, há inspiração... conversas, sorrisos, apreensão, expectativa, despedida... ‘tento chegar cedo hoje... nos vemos... até mais tarde...’ Passava das oito horas, o sol ativo e constante, presente... andar, descer a ladeira, atravessar a rua, cantarolar, esperar o sinal, atravessar a outra rua, esperar o ônibus: motorista apressado, lado de fora, não quer parar, os braços interrogam e ele pára adiante, os passos com a tranqüilidade da madrugada seguem em direção ao transporte onde o condutor aguarda ansioso, sobe com calma e escuta em bom tom de ironia: ‘bom dia’, pronto e de modo altivo responde: ‘bom dia’, paga e enquanto aguarda o troco escuta nova tentativa do motorista de desviar a atenção do essencial: ‘obrigado viu’, não responde e percebe não haver outros presentes, passa, senta lá no final... vestido tão bonito, marrom de algodão, com leves desenhos e formato, trazido de mares distantes que transporta o pensamento lá para longe, lá para onde as cores podem afirmar a condição das pessoas, mas o pensamento... ‘poderia voltar lá e dizer que ele se acha certo, mas está errado porque tinha de parar no local certo, poderia ir lá e dizer que ele acha que está certo por ter parado, mas que está errado por ter parado no local errado, poderia ir lá e concordar que ele está certo apenas para ele e errado para os outros que estavam no local certo, poderia explicar que certo e errado são relativos, poderia explicar que certo e errado podem ser analisados a partir de quem percebe e não de quem afirma, poderia... mas, poderia ser errado aceitar a inquietação e a não aceitação do momento proposto pelo motorista a cumprir a determinação de fazer parte de uma classe social, estar ansioso pela folga do dia seguinte, não aceitar a intransigência de alguns, se amargurar por isso e mesmo assim desconhecer a alvorada... poderia ser errado... o silêncio aos poucos percorreu os ouvidos... o motorista ainda continuava a falar, outras pessoas começavam a subir nos outros pontos, o trabalhador do correio, sorridente, explicava a repetição dos afazeres... voltava a lembrança da temperatura da madrugada e a vontade de estender as costas sobre o tapete de algodão... ... era bem início de sábado, passavam três minutos desde o findar da sexta-feira quando surgiu o primeiro beijo do ano novo... precipitação dos sorrisos e carinhos a porvir, durante todo o dia... o trabalho de parto começa quando é hora de aceitar melhor o mundo de novidades!
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Quinta-feira, Março 19, 2009
(a foto não é minha!) ...hoje (ontem), enquanto o ônibus cruzava mais uma das pontes, pensava na mania de não gostar disso... gostava de querer sempre entender porque os pensamentos buscam coisas, nem sempre queridas ao pensante... olhava a noite, via os barracos mal acomodados nos espaços entre a lama e a terra firme, via beleza de persistência e sentia dor de cabeça, no mesmo compasso... lembrava das outras casas, moradas já distantes, e das longas madrugadas estreladas, sentia saudade! ...o ônibus ia, no ar o cheiro denso e os olhares cansados... sentia medo da ponte e gostava de querer saber se era apenas em mim o passeio de tamanhas tentativas de acomodação: travas de segurança, vidros que caem... em caso de acidente, retire o lacre... no ônibus as poucas pessoas agradavam, em caso de ter que retirar o lacre, seria mais fácil... passada a ponte, o rio e a lama, a cabeça ainda persistia a doer (de quê?) ... enquanto seguia, lembrava da pequena ponte atravessada, ainda bem cedo, o caminho por entre vielas decoradas com os restos das conchas, a recepção com um abraço sincero, receptivo e esperançoso... no cenário da vida real, as palafitas e o esgoto, as crianças e as mães amorosas, a insistência e o olhar em direção ao chão... ...hoje (hoje) bem cedo as igrejas e as bandeiras brancas em louvor a São José! quem dera, pai amoroso, viver bem fosse não apenas de alguns e chuva fosse bom pra todos... desejo boa safra esse ano (de sururu e de milho)... desejo sempre continuar a gostar da chuva... desejo ventos e águas, de beber, de molhar, de lavar, de trabalhar e de continuar.
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...meu São José, dai-me licença!
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Domingo, Janeiro 04, 2009"...o bom samba é uma forma de oraçãoporque o samba é a tristeza que balança e a tristeza tem sempre uma esperança a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não..."
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Sábado, Janeiro 03, 2009...o presente:"quando você fala as coisas acontecem!"
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Terça-feira, Dezembro 02, 2008O caminho é curto, pode ser feito a pé, mas a graça está em percorrer.1. Pode ter sido ao ver-me, mas o certo é que ele se animou “... anda meio esquecido, mas é o dia da festa de Santo Rei”; 2. As frases “constante alegria” e “cruel agonia” têm a mesma fonia, mas os significados são bastante diferentes; 3. Robótica, mecatrônica e detritos são palavras que podem ser usadas pelas pessoas bem intencionadas pra significar coisas simples! 4._ O senhor não precisa passar por seleção! E gostaria de estudar o quê? _ Não quero pra mim, porque não quero desaprender o que já sei! 5. Todos pensavam que sabiam escrever, até alguém avisar que aquilo era ruim e ultrapassado. Quase todos entenderam que a forma deveria mudar, foco, personagens, palavras, frases e sentidos. Então, entrou no manual de transmissão direta. Falta agora alguém avisar... inspiração vem com ou no ar. 6._ Eles têm de aprender a entender que cumé é o mesmo que como é! Estudaram pra quê? 7. O invólucro a esconder o perigo pode ser qualquer coisa, até a pele! Bons sentimentos podem ser aprendidos, as crianças sabem disso.
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- Carta ao quase amigo -
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Quarta-feira, Setembro 24, 2008os papéis estão assinados e a menina ainda vem sorrir... disseram à ela que é assim mesmo, a cidade é assim: pessoas, pessoas, pessoas, pessoas... e tantos são as papéis a serem carimbados... antes, quando o tempo corria em outra velocidade, em outro espaço, ela entristecia em pensar nas lâmpadas fosforescentes acesas sobre os carimbadores e as tantas palavras que ouvira falar sobre eles, palavras encravinhadas uma na outra, como se quisessem segurar ainda mais um pouco sobre a parte acima da superfície, numa atitude de tentar respirar, tentar se salvar, como se estivessem enlaçadas uma na outra, de tal modo que não pudesse ser... mas, a menina vem sorrir... disseram à ela que é assim mesmo, a cidade é assim: pessoas, pessoas... e tantos são os buracos formados no asfalto, entre uma pedra e outra. ela não gosta deles, os papéis, mas eles estão entranhados de tal modo nas necessidades dela que assim não poderia ser, então a menina os usa e se deixa usar por eles e foi assim que ainda há pouco, quando o dia ia pela metade, ela constatou: estão assinados! ah, sim... eles provocam e convergem e determinam: mudou!
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008horizonte em redondo, eu lá e além, pequena... sobre suas pedrasmaior, sempre maior e assim se faz, a montanha! piedade, serra, tende piedade de nós! o olhar segue acima: verde e azul, distante e aqui... para além da ferida aberta, o barro vermelho, evidente, é em nós o sangue, tu imponente, mesmo com as ameaças minério... mineração... mineradoras! pensam-se ladrões de tuas verdades, eles dormem! conto-te desde já: és pedra e és minério e és superior, és água em mim mesmo agora, quando habitas meu pensamento. rezas, eremitas, palavras, buscas, o vento passou! tu ficarás... silêncio! logo vem o véu em forma de bruma suave, branca, fria e leve ... alta, imponente, misteriosa, rica! mesmo assim, mansa e serena, tranqüila e constante!
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